Terça-feira, Março 30, 2004
A ÁGUIA, O LEÃO, O BOI
Todos precisam conhecer as explicações de Yamasaki e/ou de Márvio para o fenômeno da conquista à luz do livro "O Corpo Fala". Está feito o pedido a um dos dois. Ou a ambos.
* * *
SOS ALÃO está de volta.
Todos precisam conhecer as explicações de Yamasaki e/ou de Márvio para o fenômeno da conquista à luz do livro "O Corpo Fala". Está feito o pedido a um dos dois. Ou a ambos.
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SOS ALÃO está de volta.
Quarta-feira, Março 17, 2004
Tem mesa pra nós aí, Lacerda?
Segunda-feira, Março 15, 2004
É uma feliz sociedade nada secreta. Raramente se cumprimentam, mas sempre se encontram. Obedientes à boemia, sentem-se cúmplices, figuras complementares, mas nem por isso conversam ou até mesmo sabem o nome um do outro.
Pertencemos a esse grupo, a essa família que não se anuncia mas que é irrefutavelmente parte de uma realidade. Quais os passageiros de um ônibus em comum a certa hora do dia, quais os pseudoatletas que se esbarram sempre em parques e calçadões na hora do exercício, aos domingos vários habitués se reconhecem secretamente por trás de tulipas a transpirar ou cascatas de batatas fritas.
Só que não são as jornadas rotineiras rumo às obrigações ou ao corpo perfeito que nos permeiam. Em cada brinde, em cada gracejo, em todo instante, vive a nossa interseção: a busca pela alegria e pelo inesperado. Sim, exatamente isso: sempre sabemos o que encontrar por lá e nunca sabemos o que encontrar por lá. E é justamente esse (indefinido) espaço ocupado e utilizado pelo inesperado que nos seduz a voltar lá todo domingo.
O capítulo deste em especial foi prefaciado por um acontecimento da noite anterior: a primeira edição anual de uma festa rock conhecida aqui no Rio de Janeiro. Um amigo, encantado por uma destas personagens que cisma em gozar conosco daquele espaço localizado à Praça Santos Dumont, resolveu deu o ar de sua graça. Foi o que bastou pra que esse amigo ficasse hipnotizado diante de sua formosa presença.
No dia seguinte, lá estava ela, junto a suas cúmplices de mesa - que, como já expus, em lato sensu não deixam de ser nossas também. Nosso amigo tomou coragem em forma de palavras e, encorajado por mim e por um outro confrade, caprichou nos torpedos. Infelizmente, não teve sorte.
Obviamente que não havia obrigatoriedade alguma da moça em responder ao entusiasmo de meu amigo na mesma moeda; mas o que me entristeceu foi a falta do sorriso. Ele é o principal integrante, o abre-alas, a atração mais importante, o elemento que faz com que cada mesa se abrilhante e se ilumine, fazendo a noite dominical ser bela ainda que em dia de derrota do Flamengo.
Enquanto for freqüentador do Baixo e do Hipódromo, prometo não perder de vista e do coração o conceito do sorriso como exaltação, causa e conseqüência de cada brinde erguido, de cada gole saboreado, e de cada conquista buscada, não importando que ela seja malsucedida ou não.
Ergo essa crença porque, além da certeza da presença, penso que haverá sempre entre os nem sempre comunicantes freqüentadores dominicais a vontade de sorrir, ou no mínimo a busca do ato, ainda que no fundo do últmo copo. É pra isso que vivemos e é pra isso que lá estamos, ó moça reticente que ainda não descobriu que não é só em Ipanema que simpatia é quase amor - e às vezes, o mais bonito.
* * *
Sobre torpedos: uma vez no Hipódromo, confie-os sempre ao Pedro, ao Sassá ou ao bom Lacerda. Aquele que atende pela alcunha de Sorriso nem caneta empresta.
* * *
Definitivamente, o Baixo Gávea é uma sinfonia que, graças aos céus, jamais será finalizada. Existem sempre novas, essenciais, sublimes notas a preencherem a sua pauta.
Pertencemos a esse grupo, a essa família que não se anuncia mas que é irrefutavelmente parte de uma realidade. Quais os passageiros de um ônibus em comum a certa hora do dia, quais os pseudoatletas que se esbarram sempre em parques e calçadões na hora do exercício, aos domingos vários habitués se reconhecem secretamente por trás de tulipas a transpirar ou cascatas de batatas fritas.
Só que não são as jornadas rotineiras rumo às obrigações ou ao corpo perfeito que nos permeiam. Em cada brinde, em cada gracejo, em todo instante, vive a nossa interseção: a busca pela alegria e pelo inesperado. Sim, exatamente isso: sempre sabemos o que encontrar por lá e nunca sabemos o que encontrar por lá. E é justamente esse (indefinido) espaço ocupado e utilizado pelo inesperado que nos seduz a voltar lá todo domingo.
O capítulo deste em especial foi prefaciado por um acontecimento da noite anterior: a primeira edição anual de uma festa rock conhecida aqui no Rio de Janeiro. Um amigo, encantado por uma destas personagens que cisma em gozar conosco daquele espaço localizado à Praça Santos Dumont, resolveu deu o ar de sua graça. Foi o que bastou pra que esse amigo ficasse hipnotizado diante de sua formosa presença.
No dia seguinte, lá estava ela, junto a suas cúmplices de mesa - que, como já expus, em lato sensu não deixam de ser nossas também. Nosso amigo tomou coragem em forma de palavras e, encorajado por mim e por um outro confrade, caprichou nos torpedos. Infelizmente, não teve sorte.
Obviamente que não havia obrigatoriedade alguma da moça em responder ao entusiasmo de meu amigo na mesma moeda; mas o que me entristeceu foi a falta do sorriso. Ele é o principal integrante, o abre-alas, a atração mais importante, o elemento que faz com que cada mesa se abrilhante e se ilumine, fazendo a noite dominical ser bela ainda que em dia de derrota do Flamengo.
Enquanto for freqüentador do Baixo e do Hipódromo, prometo não perder de vista e do coração o conceito do sorriso como exaltação, causa e conseqüência de cada brinde erguido, de cada gole saboreado, e de cada conquista buscada, não importando que ela seja malsucedida ou não.
Ergo essa crença porque, além da certeza da presença, penso que haverá sempre entre os nem sempre comunicantes freqüentadores dominicais a vontade de sorrir, ou no mínimo a busca do ato, ainda que no fundo do últmo copo. É pra isso que vivemos e é pra isso que lá estamos, ó moça reticente que ainda não descobriu que não é só em Ipanema que simpatia é quase amor - e às vezes, o mais bonito.
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Sobre torpedos: uma vez no Hipódromo, confie-os sempre ao Pedro, ao Sassá ou ao bom Lacerda. Aquele que atende pela alcunha de Sorriso nem caneta empresta.
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Definitivamente, o Baixo Gávea é uma sinfonia que, graças aos céus, jamais será finalizada. Existem sempre novas, essenciais, sublimes notas a preencherem a sua pauta.
Terça-feira, Março 09, 2004
Nessa minha jornada como autista profissional. tenho a estranha mania de me distanciar da realidade usando a ficção como alternativa. Numa das minhas noites de domingo no baixo gávea pude escutar no fundo do meu cérebro, o incrivel tema de national geographic explorer e aquele narrador comentando como é a vida na floresta tropical... era mais ou menos assim:
- hoje no explorer veremos o comportamento dos primatas e sua patética procura pela preservação da espécie. Do lado esquerdo da rua vemos os machos criados em cativeiro treinados a base de anabolizantes e equipamentos de ginástica que mais parecem jaulas de hamsters. Esses seres tentam se reproduzir utilizando técnicas ancestrais neanderthais como puxar pelo cabelo e pelo braço fêmeas que usam calças epidérmicas também conhecidas como "calças da gang". Elas quase sempre tem cabelos louros ou pintados de louro. como vocês podem observar o método não é muito eficiente porque esses machos costumam ver suas femeas fugirem ao serem soltas ou ao se depararem com qualquer outro ser que consiga falar: "boa noite, tudo bem? quer andar no meu audi?"
- no lado direito vemos os pseudo-intelectuais, os músicos, os boêmios, os artistas e os escritores, todos altamente treinados no reino das idéias. Esses seres falam compulsivamente atrocidades machistas absurdas sobre aquelas mulheres com calças epidérmicas mas ao se depararem com qualquer mulher que diga: oi! já ouviu alguma mulher falar sobre qualquer coisa que não envolva roupas ou shoppings? ficam completamente apaixonados... essas fêmeas normalmente conversam até altas horas da noite e no final fogem ou dão numeros de telefone errados. deixando os caras na mão.
- como vocês podem observar o baixo gávea é notóriamente conhecido por ser um lugar onde primatas femeas no auge da forma que não querem se reproduzir se encontram. e criam um paradoxo: se elas não desejam encontrar primatas machos para se relacionar porque os primatas machos vão para esse local procurar relacionamentos com fêmeas?
- no próximo episódio. primatas fêmeas bonitas e talentosas que adoram manipular otários digo artistas... e como a percepção dos primatas machos é afetada pelo alcool. observaremos como eles tem conclusões erradas sobre as fêmeas nesse estado.
- hoje no explorer veremos o comportamento dos primatas e sua patética procura pela preservação da espécie. Do lado esquerdo da rua vemos os machos criados em cativeiro treinados a base de anabolizantes e equipamentos de ginástica que mais parecem jaulas de hamsters. Esses seres tentam se reproduzir utilizando técnicas ancestrais neanderthais como puxar pelo cabelo e pelo braço fêmeas que usam calças epidérmicas também conhecidas como "calças da gang". Elas quase sempre tem cabelos louros ou pintados de louro. como vocês podem observar o método não é muito eficiente porque esses machos costumam ver suas femeas fugirem ao serem soltas ou ao se depararem com qualquer outro ser que consiga falar: "boa noite, tudo bem? quer andar no meu audi?"
- no lado direito vemos os pseudo-intelectuais, os músicos, os boêmios, os artistas e os escritores, todos altamente treinados no reino das idéias. Esses seres falam compulsivamente atrocidades machistas absurdas sobre aquelas mulheres com calças epidérmicas mas ao se depararem com qualquer mulher que diga: oi! já ouviu alguma mulher falar sobre qualquer coisa que não envolva roupas ou shoppings? ficam completamente apaixonados... essas fêmeas normalmente conversam até altas horas da noite e no final fogem ou dão numeros de telefone errados. deixando os caras na mão.
- como vocês podem observar o baixo gávea é notóriamente conhecido por ser um lugar onde primatas femeas no auge da forma que não querem se reproduzir se encontram. e criam um paradoxo: se elas não desejam encontrar primatas machos para se relacionar porque os primatas machos vão para esse local procurar relacionamentos com fêmeas?
- no próximo episódio. primatas fêmeas bonitas e talentosas que adoram manipular otários digo artistas... e como a percepção dos primatas machos é afetada pelo alcool. observaremos como eles tem conclusões erradas sobre as fêmeas nesse estado.
Segunda-feira, Março 08, 2004
É incrível.
Um fim de semana não é verdadeiramente um fim de semana no Rio de Janeiro se você sai por pelo menos dois dias dele e não encontra Sady.
Pelo menos nos últimos ele marcou a sua presença. Ora circulando pelas mesas de alumínio postadas em frente ao palco da Lapa, ora observando a catarse coletiva dos blocos de Carnaval, lá estava ele que, merecidamente, é considerado um dos maiores flaneurs da Cidade Maravilhosa. Solitário, de caminhar manso, olhos sempre em busca do agito e da inquietação das noites do Rio, o cara está em todas, sem exagero. Não é incomum encontrar com um amigo na segunda-feira e, ao comentar com ele que viu o Sady na arquibancada do Maracanã, ele te desmentir em seguida, jurando que o cara, no momento da partida, estava caminhando no calçadão de Ipanema.
No entanto, ontem essa fama esteve por ruir. João Pequeno e eu, desconfortavelmente alojados numa mesa de desconhecidos, terminávamos os goles dos últimos chopes e raspávamos da travessa as batatinhas quando, no apagar das luzes do Hipódromo, surge Sady em sua indefectível quase-bata indiana e com o olhar concentrado na porta que divide a área dos banheiros do saloon de degustação.
Fato é que, desta vez, evitou-nos o 'boa noite'. Terá sido pela iminência da necessidade de aliviar-se ? Ou pelo simples fato de que, de certa forma, já devamos ser Sadys para o Sady ?
* * *
Pra quem não está associando o nome à pessoa, foto do cara aqui.
* * *
Ontem, num convescote à porta do Hipódromo, chegamos à conclusão de que certas pessoas só são realmente batizadas depois de adultas. Ou vocês conseguem imaginar bebês sendo chamados de Elesbão, Hermenegildo, Onofre, Eleutéria, Deusdeth...? É muita crueldade.
* * *
Ele, na verdade, acontece 364 dias ao ano; mas já que escolheram o 8 de março, feliz Dia Internacional da Mulher a todas vocês que fazem a vida mais importante. E minhas reverências em especial à mulher que ainda hei de encontrar.
Um fim de semana não é verdadeiramente um fim de semana no Rio de Janeiro se você sai por pelo menos dois dias dele e não encontra Sady.
Pelo menos nos últimos ele marcou a sua presença. Ora circulando pelas mesas de alumínio postadas em frente ao palco da Lapa, ora observando a catarse coletiva dos blocos de Carnaval, lá estava ele que, merecidamente, é considerado um dos maiores flaneurs da Cidade Maravilhosa. Solitário, de caminhar manso, olhos sempre em busca do agito e da inquietação das noites do Rio, o cara está em todas, sem exagero. Não é incomum encontrar com um amigo na segunda-feira e, ao comentar com ele que viu o Sady na arquibancada do Maracanã, ele te desmentir em seguida, jurando que o cara, no momento da partida, estava caminhando no calçadão de Ipanema.
No entanto, ontem essa fama esteve por ruir. João Pequeno e eu, desconfortavelmente alojados numa mesa de desconhecidos, terminávamos os goles dos últimos chopes e raspávamos da travessa as batatinhas quando, no apagar das luzes do Hipódromo, surge Sady em sua indefectível quase-bata indiana e com o olhar concentrado na porta que divide a área dos banheiros do saloon de degustação.
Fato é que, desta vez, evitou-nos o 'boa noite'. Terá sido pela iminência da necessidade de aliviar-se ? Ou pelo simples fato de que, de certa forma, já devamos ser Sadys para o Sady ?
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Pra quem não está associando o nome à pessoa, foto do cara aqui.
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Ontem, num convescote à porta do Hipódromo, chegamos à conclusão de que certas pessoas só são realmente batizadas depois de adultas. Ou vocês conseguem imaginar bebês sendo chamados de Elesbão, Hermenegildo, Onofre, Eleutéria, Deusdeth...? É muita crueldade.
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Ele, na verdade, acontece 364 dias ao ano; mas já que escolheram o 8 de março, feliz Dia Internacional da Mulher a todas vocês que fazem a vida mais importante. E minhas reverências em especial à mulher que ainda hei de encontrar.